Os Serviços de Investigação Criminal (SIC) do Uíge apresentaram sexta-feira(7) à imprensa dois efectivos das Forças Armadas Angolanas e um da Polícia Nacional acusados de terem assassinado, no dia 29 de Setembro, o suposto bruxo João Baptista Cassimbombo, de 48 anos de idade.
No acto de apresentação dos suspeitos homicidas, o chefe interino do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, Abel Miango, explicou que entre os acusados, um devia dinheiro a muita gente, por isso resolveu procurar o quimbandeiro João Cassimbombo, tendo-se submetido a um tratamento que obrigaria os donos dos valores a esquecerem-se de cobrar as dívidas. Quanto aos outros dois, prosseguiu, um tinha uma patologia na região abdominal, enquanto o outro havia levado a esposa doente para “tratamento”. Abel Miango referiu que os presumíveis autores são amigos e por não terem obtido sucesso no tratamento acordaram em assassinar o curandeiro.
“O curandeiro vivia na Zona 14 do bairro Mbemba Ngango, e foi arrastado até ao bairro Cemitério, periferia da cidade do Uíge, onde foi atingido mortalmente com um tiro na cabeça”, acrescentou.